Portugal: País de peixe e Sol mas deficiente em Vitamina D

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Praia em Portugal cheia de sol

Praia em Portugal cheia de solPortugal é um país cheio de sol e rico em peixe de mar mas surpreendentemente a sua população apresenta aparentemente elevadas deficiências de vitamina D. Um dos mais recentes estudos publicado no dia 5 de Novembro de 2016 efectuado por investigadores portugueses pertencentes ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e à Unidade de Imunologia Clínica (Departamento de Medicina) do Centro Hospitalar do Porto confirmaram este facto.

Quem participou no Estudo para medir os níveis de Vitamina D

Os níveis de vitamina D nas populações humanas tornou-se uma questão de grande preocupação, na sequência de uma multiplicidade de trabalhos publicados que documentam a deficiência generalizada de vitamina D em toda a Europa, mesmo em países com abundante luz solar. Em Portugal, não existiam medidas de níveis de 25-hidroxivitamina D-25 (OH) D na população adulta em geral. O objectivo deste estudo foi portanto  medir os níveis de 25 (OH) D numa amostra de população saudável e investigar a possível associação com as Estações do Ano, em concreto Verão e Inverno, e com as medidas demográficas e laboratoriais seleccionadas.

Foi estudada uma amostra de 198 participantes dos 18 aos 67 anos, residentes no norte de Portugal. Os níveis de vitamina D entre os participantes foram avaliados em Julho e Agosto de 2015 (Verão) e Abril de 2016 (Inverno).

Diferenças entre o Inverno e Verão, Idade e Sexo nos níveis de vitamina D

Segundo o estudo publicado no The Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology, em todo o grupo, 48% apresentava níveis deficientes de vitamina D (abaixo de 50 nmol/L). No período de Inverno, este valor chegou a 74%.

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o sexo masculino e feminino, assim como não foram encontradas diferenças significativas entre as diversas idades dos participantes.

Como era esperado, observaram-se níveis mais elevados de vitamina D no Verão do que no Inverno. Os níveis foram significativamente mais baixos em obesos em comparação com os de peso regular.

Conclusões para minimizar esta deficiência

Cerca de metade da população no norte de Portugal apresenta deficiência de vitamina D durante todo o ano, e aproximadamente 3/4 têm níveis baixos em mais de metade do ano. Ainda que noutras regiões do país, mais a Sul e com mais exposição solar este níveis possam ser consideravelmente melhores, não podem deixar de ser muito preocupantes pelas implicações na saúde a longo prazo.

A deficiência prolongada de vitamina D aumenta consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares, oncológicas e imunológicas.

A melhor forma de suprimir esta deficiência é através da exposição solar sem roupa durante pelo menos 20 minutos em 3/4 dias por semana (Quanto maior a área do corpo exposta melhor), consumir peixe fresco de mar e marisco selvagem várias vezes por semana, e eventualmente considerar a hipótese de tomar um suplemento de origem natural como o óleo de fígado de bacalhau.

Quais são as 10 principais causas de cancro no ser humano

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caracancro1952Nas últimas décadas a ciência tem percorrido um longo caminho a tentar perceber a forma como o cancro/câncer se desenvolve e as causas que alteram as células normais em cancerígenas no ser humano. As investigações cientificas, os estudos e o cruzamento de informação tem revelado o porquê desta alteração e acima de tudo as principais causas que permanecem ainda pouco divulgadas junto do público em geral. É urgente conhecer os principais factores que despoletam o caminho que leva as células normais a descontrolarem-se. A chave está na prevenção, já que a cura tem um baixo factor de sucesso na maioria dos tumores.

O próprio Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI) afirma que se tomarmos as decisões correctas quanto ao nosso estilo de vida podemos prevenir muitos tipos de tumores. Existem muitos factores que podemos controlar e ao fazermos a escolha certa estamos a exercer um efeito preventivo contra o cancro.

Quais as 10 principais causas de cancro e respectiva percentagem

Os maiores factores que provocam a morte por cancro, identificadas pelo NCI, são por ordem crescente de importância:

  1. Dieta alimentar 35%;
  2. Uso de Tabaco 30%;
  3. Genético 14%;
  4. Riscos Profissionais 4%;
  5. Consumo de Álcool 3%;
  6. Factores geológicos 3%;
  7. Poluição ambiental 2%
  8. Produtos Industriais 1%;
  9. Medicamentos e procedimentos médicos 1%;
  10. Outros (Comportamento sexual, exposição solar, etc) 7%.

Como podemos prevenir e diminuir a probabilidade de ter câncer

Por enquanto ainda não temos controlo sobre os genes com que nascemos, e as pessoas nascidas em famílias propensas ao câncer têm à partida um risco acrescido relativamente aquelas com poucos historial de tumores na família. Mas mesmos estes podem adoptar hábitos saudáveis e ter uma boa probabilidade de escapar da doença.

Se eliminarmos o consumo de tabaco e adoptarmos uma alimentação mais saudável, eliminando os alimentos que são suspeitos de causarem cancro, evitarmos a exposição solar nos picos das horas de Verão, adoptarmos hábitos sexuais saudáveis com um companheiro(a) de confiança, reduzirmos o consumo de álcool e procurarmos um ambiente mais natural, reduzimos o risco ao mínimo e a probabilidade de sermos afectados por esta terrível doença.

O consumo de carne vermelha, aves, peixe, produtos lácteos, açúcares refinados, adoçantes, gorduras transformadas, óleos e alimentos processados tem aumentado nas últimas décadas de forma exponencial, por outro lado temos assistido à redução na dieta de alimentos como leguminosas (feijão, grão, ervilhas, favas, etc), cereais integrais, frutas, vegetais frescos e ovos. Temos de ser realistas, o ser humano tornou-se preguiçoso preferindo alimentos processados e já preparados, prontos a consumir.

Mas um grande número de estudos mostram que a ingestão deste tipo de comidas com excesso de gordura, açúcar, sal e baixo teor em fibra, deficientes em nutrientes importantes como vitaminas e sais minerais estão relacionados a taxas mais elevadas de certos tipos de câncer.

Os números não mentem está na vossa mão a adopção das medidas preventivas adequadas para um estilo de vida mais saudável.