Que dieta para emagrecer pode fazer engordar ainda mais

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Abacates que tem uma gordura saudavel para manter o peso e não engordar

Abacates que tem uma gordura saudavel para manter o peso e não engordarO que acontece quando você evita a gordura na sua dieta e continua a comer um monte de alimentos cheios de açúcar? Um estudo recente analisou esta combinação. Os resultados encontrados foram mais chocantes do que se esperava. Temos de voltar aos Anos 90 do século XX para seguirmos o rasto do aparecimentos dos produtos magros ou 0%. Nessa época popularizam-se as dietas de baixo teor de gordura promovidas por célebres dietistas, actores e actrizes, músicos e outras celebridades. Tudo o que era precisa fazer era comer o mínimo de gordura possível e seria magro e saudável.

No entanto a população do Mundo Ocidental ficou mais gorda, mais doente, as pessoas com diabetes tipo 2 aumentaram exponencialmente e a industria de alimentos processados e fast-food não pára de crescer.

No estudo Diet-driven microbiota dysbiosis is associated with vagal remodeling and obesity publicado recentemente, um grupo de investigadores da Universidade da Geórgia nos Estados Unidos quiseram descobrir a relação entre 3 tipos de dieta e o efeito de acumulação de gordura. A experiência foi efectuada em ratinhos,  que foram divididos em três grupos, com 3 tipos de dietas em que ambos tinham a mesma quantidade de calorias:

  1. Um grupo com baixo teor de gordura e alto teor de açúcar;
  2. Um grupo com alto teor de gordura e alto teor de açúcar;
  3. Um grupo com dieta equilibrada.

Depois de 4 semanas a comerem as respectivas dietas, foram testadas a composição corporal dos ratinhos com pinças. Imagina o que se passou?

Os grupos com alto teor de açúcar começaram a ficar gordos. Mas os resultados não ficam por aqui, e são ainda mais surpreendentes.

O que mais surpreendeu os investigadores

 

Krzysztof Czaja, o principal investigador do estudo afirmou: “A nossa investigação mostra que nos ratos alimentados com uma dieta de baixo teor de gordura e alto teor de açúcar, a geração de gordura corporal é mais do dobro”.

De facto, os roedores com a dieta de baixo teor de gordura e alto teor de açúcar precisaram de menos da metade do número de calorias para gerar a mesma quantidade de gordura corporal. Basicamente, os ratos que ficaram mais gordos conseguiram isso ao consumirem o mesmo número de calorias do que os ratos alimentados com uma dieta equilibrada.

Conclusão, nem todas as calorias são iguais, e a qualidade dos alimentos faz a diferença, não o número de calorias totais.

Mais o pior estava para vir

Os ratos alimentados com alto teor de açúcar para além de ficarem gordos e não caberem nos seus biquínis e fatos de banho, também evidenciaram sinais de problemas no fígado. “O fígado acumulou mais gordura imitando o efeito da doença hepática não-alcoólica”, disse Czaja. Dietas de baixo teor de gordura e alto teor de açúcar também fazem aumentar as más bactérias do intestino associadas a problemas no fígado.

As dietas açucaradas induziram inflamação crónica no trato intestinal e no cérebro. Quando o cérebro fica inflamado danifica o nervo vago, alterando a comunicação do sistema gastro-intestinal e cérebro. Isso afecta sua capacidade de se sentir cheio, levando-o, a comer em excesso.

Que dieta deve seguir para não engordar

Embora o estudo tenha sido efectuado em ratinhos, carecendo de experimentação em humanos para verificação das conclusões, pode por hipótese estender-se os seus resultados, concluindo que a chave para não se engordar está no consumo de uma dieta equilibrada evitando os alimentos açucarados, bem como os xaropes de glucose e outros adoçantes processados.

Uma colher com azeite virgem extra

Azeite Virgem Extra

A dieta equilibrada deve conter gorduras saudáveis, como as presentes nos peixes de mar; frutos secos como nozes, amendoas, amendoins, etc; azeite virgem extra; abacates; óleo de coco não refinado; entre outros.

Portugal: País de peixe e Sol mas deficiente em Vitamina D

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Praia em Portugal cheia de sol

Praia em Portugal cheia de solPortugal é um país cheio de sol e rico em peixe de mar mas surpreendentemente a sua população apresenta aparentemente elevadas deficiências de vitamina D. Um dos mais recentes estudos publicado no dia 5 de Novembro de 2016 efectuado por investigadores portugueses pertencentes ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e à Unidade de Imunologia Clínica (Departamento de Medicina) do Centro Hospitalar do Porto confirmaram este facto.

Quem participou no Estudo para medir os níveis de Vitamina D

Os níveis de vitamina D nas populações humanas tornou-se uma questão de grande preocupação, na sequência de uma multiplicidade de trabalhos publicados que documentam a deficiência generalizada de vitamina D em toda a Europa, mesmo em países com abundante luz solar. Em Portugal, não existiam medidas de níveis de 25-hidroxivitamina D-25 (OH) D na população adulta em geral. O objectivo deste estudo foi portanto  medir os níveis de 25 (OH) D numa amostra de população saudável e investigar a possível associação com as Estações do Ano, em concreto Verão e Inverno, e com as medidas demográficas e laboratoriais seleccionadas.

Foi estudada uma amostra de 198 participantes dos 18 aos 67 anos, residentes no norte de Portugal. Os níveis de vitamina D entre os participantes foram avaliados em Julho e Agosto de 2015 (Verão) e Abril de 2016 (Inverno).

Diferenças entre o Inverno e Verão, Idade e Sexo nos níveis de vitamina D

Segundo o estudo publicado no The Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology, em todo o grupo, 48% apresentava níveis deficientes de vitamina D (abaixo de 50 nmol/L). No período de Inverno, este valor chegou a 74%.

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o sexo masculino e feminino, assim como não foram encontradas diferenças significativas entre as diversas idades dos participantes.

Como era esperado, observaram-se níveis mais elevados de vitamina D no Verão do que no Inverno. Os níveis foram significativamente mais baixos em obesos em comparação com os de peso regular.

Conclusões para minimizar esta deficiência

Cerca de metade da população no norte de Portugal apresenta deficiência de vitamina D durante todo o ano, e aproximadamente 3/4 têm níveis baixos em mais de metade do ano. Ainda que noutras regiões do país, mais a Sul e com mais exposição solar este níveis possam ser consideravelmente melhores, não podem deixar de ser muito preocupantes pelas implicações na saúde a longo prazo.

A deficiência prolongada de vitamina D aumenta consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares, oncológicas e imunológicas.

A melhor forma de suprimir esta deficiência é através da exposição solar sem roupa durante pelo menos 20 minutos em 3/4 dias por semana (Quanto maior a área do corpo exposta melhor), consumir peixe fresco de mar e marisco selvagem várias vezes por semana, e eventualmente considerar a hipótese de tomar um suplemento de origem natural como o óleo de fígado de bacalhau.